domingo, 22 de setembro de 2013

Nações dos Reinos de Ferro

Muito já aconteceu desde que os Tratados de Corvis foram assinados e os exércitos rebeldes se tornaram exércitos reais. Aqui está uma visão geral dos Reinos de Ferro no presente.

Cygnar
Cygnar é o maior e mais poderoso dos Reinos de Ferro. Sua capital é Caspia, localizada ao sul do Rio Negro. Cygnar também é o lar de Corvis, a Cidade dos Fantasmas, berço dos Tratados de Corvis e um importante eixo comercial para o território. Outras grandes cidades incluem Ceryl — lar da Ordem Fraternal de Magia —, Mercir e Fharin. Governado pelo Rei Leto Raelthorne, Cygnar é um reino rico, com um exército forte e cultura sofisticada. Lar de hábeis magos e engenheiros, Cygnar é conhecido por todos como a jóia dos Reinos de Ferro. Obviamente, os homens do Rei não podem estar em toda parte, e ainda há muito crime e aventuras nas terras selvagens fora das modernas cidades e estradas de Cygnar.
O Rei Leto, o Jovem, como é conhecido, destronou seu irmão mais velho, Vinter Raelthorne IV, que era um homem selvagem e impiedoso, como seu pai antes dele. O golpe foi sangrento mas rápido e, quando tudo estava acabado, a terra comemorou e deu boas-vindas ao novo rei de braços abertos. Raelthorne, o Velho, infelizmente, conseguiu escapar de sua cela, mas não é visto há quase uma década. A maioria das pessoas acredita que esteja morto

Ord
Um território afastado e atrasado, Ord tem um litoral longo e irregular, e muitos de seus cidadãos moram próximos à beira d'água e têm seu ganha-pão no mar. É uma vida perigosa, pois as águas dos mares do oeste são bravias, e os piratas das Ilhas Scharde estão muitas vezes nas proximidades. Estas condições formam os marinheiros mais durões e hábeis que são conhecidos, fazendo da Marinha real de Ord uma força a ser respeitada, a despeito de seus navios antiquados.
A capital de Ord é a cidade de Merin, mas o lugar mais famoso no reino é a infame cidade de Cinco Dedos. Situada próximo ao final do rio Língua do Dragão, Cinco Dedos é um eixo comercial e uma estação naval. Lá podem ser encontrados os mais brutos marinheiros tanto dos rios quanto dos mares. Algumas vezes até mesmo corsários a serviço do Lorde das Serpentes escondem suas cores e vêm ao porto à procura de suprimentos — ou recrutas involuntários. Outra cidade famosa de Ord é Forte do Meio, que guarda a fronteira norte e já repeliu tanto hordas bárbaras quanto batalhões de Khador em sua história sangrenta.
O regente atual é o Rei Baird II, um homem grande e barulhento como um urso, de quem se diz ter vivido uma juventude de excessos e devassidão, e mantido a amizade de muitos criminosos e assassinos. O Rei Baird era o terceiro na linha de sucessão, e recebeu a coroa após as infelizes mortes de seus irmãos mais velhos. Os boatos dizem que o Rei Baird viaja em segredo a Cinco Dedos, e que sua verdadeira corte está lá ao invés de na capital Merin.

Llael
Um reino com poucos recursos naturais, Llael consegue se manter explorando sua proximidade à rota comercial do Rio Negro, servindo como intermediária entre Rhul e Cygnar. O reino tem apenas uma verdadeira bênção — amplos depósitos de carvão, sem os quais sua economia estaria realmente aleijada. A maior cidade carvoeira no território é Leryn, a pouco menos de uma légua de onde o Rio Negro cruza para Rhul. Devido à importância do comércio com os anões, Cygnar se aliou oficialmente com Llael e impediu que este pequeno reino fosse engolido em guerras de fronteira com Khador.
Apesar de ofuscado por seus vizinhos, Llael é um reino orgulhoso com uma história rica, incluindo seu papel crucial na rebelião contra Orgoth. Magos e alquimistas de Llael trabalharam com os de Cygnar para inventar as primeiras armas de fogo. Pistolas são muito populares em Llael, e muitas são heranças passadas de pai para filho e conservadas com amor. Duelos com pistolas são um meio popular de resolver disputas em Llael e, dizem os boatos, uma das principais causas de morte entre os nobres.
O rei de Llael é o chefe de estado apenas em título, e é o seu Conselho de Nobres na capital Merywyn que rege a operação diária do governo. Llael tem um sistema de governo tortuosamente complexo, que faz o Debate anão parecer um exemplo de eficiência. Atualmente, Llael na verdade não tem um regente; quando o último rei se foi, a linha de ascensão estava um pouco confusa, e o problema está retido nas cortes há oito anos. Neste ínterim, o Conselho de Nobres apontou um Primeiro Ministro (Lorde Devar Glabryn IX), mas parece que esta é uma posição mais permanente a cada dia.

Protetorado de Menoth
O Protetorado é o mais novo dos Reinos de Ferro. Ele nasceu de uma cisão religiosa dentro de Cygnar há apenas um século, na qual seguidores do deus ancestral Menoth começaram a contestar a religião do estado, a Igreja de Morrow. Os seguidores de Menoth eram relativamente poucos, mas sua fé e devoção não tinham rival. O grupo, fiel e barulhento, sentiu que a Igreja, e o reino como um todo, estavam escorregando rumo à corrupção e decadência. Eles alertaram sobre o preço da perversidade, e sobre o implacável julgamento de Menoth, produzindo profecias e presságios para apoiar o que afirmavam. O povo não deu muita importância às suas histórias alarmistas, e o assunto não recebeu atenção oficial do Pontífice de Morrow. No final, isto foi um erro grave — os seguidores de Menoth, cansados de serem ignorados, decidiram agir.
Os descontentes cozinharam em fogo brando por vários anos, enquanto formavam um exército secreto de devotos. O que outrora fora um movimento bem-intencionado (embora equivocado) começou a adquirir as características sinistras de um culto. O grupo extremista começou uma campanha de sabotagem, designada para desestabilizar a Igreja do estado e fornecer “evidências” de suas profecias de desastre. Sua campanha não foi um sucesso completo, mas provocou hostilidades abertas envolvendo a Igreja de Morrow, os seguidores de Menoth e o exército de Cygnar.
Quando a poeira baixou, os seguidores de Menoth controlavam um fragmento da seção leste de Caspia. Após semanas de negociações, os menotitas receberam Caspia oriental e a porção do reino a leste do Golfo de Cygnar. Foi decidido que Cygnar oficialmente manteria o controle do território leste, mas que os seguidores de Menoth seriam livres para estabelecer seu próprio estado religioso. O arranjo persiste no papel até hoje, mas na prática o Protetorado de Menoth é um reino separado, governado por uma teocracia severa. Qualquer cidadão ou visitante que quebre as regras estritas de conduta é punido com rigor, e o culto a Menoth permeia cada aspecto da vida. O líder mortal do Protetorado é o Alto Investigador e Punho de Menoth, Sua Eminência o Hierarca Garrick Voyle.

Khador
Este território rústico é um contraste agudo com os reinos mais modernos de Cygnar e Llael. É uma terra grande e inóspita com recursos esparsos, em grande parte povoada por uma gente dura e amarga. Seus cidadãos são um povo simples, mas inteligentes, honrados e ferozmente independentes. Sua governante, a Rainha Ayn Vanar XXI, vem de uma longa linhagem de guerreiros, e pode seguir sua ascendência até os primeiros nobres com terras que lutaram contra a invasão orgoth séculos atrás. Não é de surpreender que Khador tenha uma forte tradição militarística. Todos treinam em armas e táticas, praticamente desde que podem andar, e cada cidadão apto é considerado um reservista. Até mesmo a própria rainha irá ao campo de batalha, lutando ombro a ombro com seus soldados. A despeito de sua reputação por se apegar aos costumes antigos, Khador tem tomado medidas para modernizar-se e fortalecer-se. A magia ainda é incomum entre os khadoranos, mas seu poder arcano tem crescido nas últimas décadas, enquanto eles implementam sua própria ordem de magia, além de encorajar engenheiros a prosperar na capital.
No passado, Khador teve objetivos agressivos e expansionistas. Os últimos séculos viram pequenos conflitos com seus vizinhos, e os ancestrais da Rainha Vanar até mesmo anexaram terras ricas em recursos de Llael e Ord, sob a justificativa de que estes territórios eram seus por direito, de acordo com os Tratados de Corvis. Khador pode parecer muito interessado em comércio hoje em dia para amealhar mais território, mas Llael e Ord ainda não estão ansiosos para tentar tomar de volta as terras que perderam — a despeito de sua pouca habilidade em magia e tecnologia, os guerreiros khadoranos não conhecem iguais, e qualquer ação militar contra eles com certeza será cara.
Khador tem uma antiga rivalidade com Cygnar como os dois reinos dominantes. Periodicamente há conflitos sangrentos entre as duas nações, em particular ao longo da fronteira que dividem. Além disso, há batalhas travadas por intermediários, como mercenários contratados, embora ambos os governos neguem a responsabilidade por estas hostilidades. As tensões continuam a se acumular, e um conflito armado significativo entre o Rei Leto e a Rainha Vanar parece inevitável. Tal guerra poderia afundar a região toda de volta ao caos e às lutas.

História dos Reinos de Ferro

1.0 A INVASÃO ORGOTH
Quando as coisas pareciam mais sombrias, quando parecia que a civilização humana do continente estava fadada a uma eternidade de conflito, o primeiro navio orgoth chegou à praia próxima ao que agora é a cidade de Caspia.
Os exploradores orgoth representavam uma sociedade militarista proveniente de algum lugar além do Golfo de Cygnar. Eram humanos, mas selvagens, frios e com muitos costumes sombrios e insalubres. Vendo uma oportunidade de conquista, imediatamente iniciaram uma invasão. Os cidadãos das Mil Cidades foram tomados de surpresa, mas lutaram com valentia... E sem resultado algum. A terra por fim caiu sob o controle de Orgoth, embora tenha havido dois séculos de resistência sangrenta antes que as Mil Cidades fossem completamente subjugadas.
O Império Orgoth ocupou a terra por seiscentos anos. Durante este tempo, os invasores consideraram assimilar os elfos e anões, mas o preço por atacar estas poderosas nações foi considerado alto demais. Os xenófobos e imprevisíveis elfos foram deixados em paz, os anões de Rhul se tornaram parceiros ocasionais de comércio, e nada mais.
A dominação orgoth foi tranqüila por quatro séculos. Inevitavelmente, uma rebelião começou a se formar, e outros dois séculos de conflitos espalhados começaram. O Império Orgoth foi por fim derrotado e expulso para o outro lado do oceano, mas durante sua retirada tiveram o cuidado de destruir quase todos os seus registros, artefatos e estruturas — até hoje, os historiadores sabem muito pouco sobre eles, apesar dos séculos de ocupação. Os orgoth também salgaram campos, envenenaram poços e incendiaram cidades. O Flagelo foi seu ato final de barbarismo.
Há muitas lendas estranhas sobre os últimos dias da rebelião — histórias de aliados sombrios e misteriosos que ajudaram a expulsar os invasores. Alguns dizem que seria impossível derrotar os orgoth sem ajuda, e que os líderes rebeldes tiveram de fazer acordos com poderes infernais. Se isto for verdade, os Reinos de Ferro ainda têm uma dívida a pagar. Considerando os parcos registros históricos deste período, ninguém conseguiu provar qualquer coisa. Apenas o tempo dirá se as lendas têm um fundo de verdade.

2.0 O NASCIMENTO DOS REINOS DE FERRO
Com a saída dos orgoth, oportunistas tentaram tirar vantagem da situação, e pequenos conflitos começaram a eclodir, como na era das Mil Cidades. Mas os líderes da rebelião tinham outros planos, e se encontraram em Corvis. Apesar de ter sido carbonizada durante o Flagelo, por sua posição central e de fácil acesso a cidade era o melhor ponto para uma reunião. Dentro das frias câmaras de mármore da Prefeitura de Corvis, os líderes rebeldes formaram o Conselho dos Dez. Semanas de debates furiosos se seguiram, mas quando tudo acabou os famosos Tratados de Corvis haviam sido firmados, e os Reinos de Ferro nasceram.

Falando estritamente, o termo “Reinos de Ferro” se refere às terras dos humanos; os reinos que assinaram os Tratados de Corvis após a rebelião contra Orgoth. Há cinco reinos oficias: Cygnar, Khador, Llael, Ord e o Protetorado de Menoth. No norte gélido, próximo aos Picos de Vidro, encontra-se o reino anão de Rhul. Ao nordeste jaz a misteriosa terra natal dos elfos, Ios. Na prática, as terras vizinhas dos anões e dos elfos são muitas vezes incluídas quando os humanos falam dos “Reinos de Ferro” (um fato que irrita os elfos profundamente). O último reino informalmente incluído quando se fala dos “Reinos de Ferro” é a hostil nação insular de Cryx, governada pelo dragão Toruk. Todas estas nações — e outras ainda não descobertas — dividem o continente de Immoren.