Muito já aconteceu desde que os Tratados de
Corvis foram assinados e os exércitos rebeldes se tornaram exércitos reais.
Aqui está uma visão geral dos Reinos de Ferro no presente.
Cygnar
Cygnar é o maior e mais poderoso dos Reinos de
Ferro. Sua capital é Caspia, localizada ao sul do Rio Negro. Cygnar também é o
lar de Corvis, a Cidade dos Fantasmas, berço dos Tratados de Corvis e um
importante eixo comercial para o território. Outras grandes cidades incluem Ceryl
— lar da Ordem Fraternal de Magia —, Mercir e Fharin. Governado pelo Rei Leto
Raelthorne, Cygnar é um reino rico, com um exército forte e cultura
sofisticada. Lar de hábeis magos e engenheiros, Cygnar é conhecido por todos
como a jóia dos Reinos de Ferro. Obviamente, os homens do Rei não podem estar
em toda parte, e ainda há muito crime e aventuras nas terras selvagens fora das
modernas cidades e estradas de Cygnar.
O Rei Leto, o Jovem, como é conhecido,
destronou seu irmão mais velho, Vinter Raelthorne IV, que era um homem selvagem
e impiedoso, como seu pai antes dele. O golpe foi sangrento mas rápido e,
quando tudo estava acabado, a terra comemorou e deu boas-vindas ao novo rei de
braços abertos. Raelthorne, o Velho, infelizmente, conseguiu escapar de sua
cela, mas não é visto há quase uma década. A maioria das pessoas acredita que
esteja morto
Ord
Um território afastado e atrasado, Ord tem um
litoral longo e irregular, e muitos de seus cidadãos moram próximos à beira
d'água e têm seu ganha-pão no mar. É uma vida perigosa, pois as águas dos mares
do oeste são bravias, e os piratas das Ilhas Scharde estão muitas vezes nas
proximidades. Estas condições formam os marinheiros mais durões e hábeis que
são conhecidos, fazendo da Marinha real de Ord uma força a ser respeitada, a
despeito de seus navios antiquados.
A capital de Ord é a cidade de Merin, mas o
lugar mais famoso no reino é a infame cidade de Cinco Dedos. Situada próximo ao
final do rio Língua do Dragão, Cinco Dedos é um eixo comercial e uma estação
naval. Lá podem ser encontrados os mais brutos marinheiros tanto dos rios
quanto dos mares. Algumas vezes até mesmo corsários a serviço do Lorde das
Serpentes escondem suas cores e vêm ao porto à procura de suprimentos — ou
recrutas involuntários. Outra cidade famosa de Ord é Forte do Meio, que guarda
a fronteira norte e já repeliu tanto hordas bárbaras quanto batalhões de Khador
em sua história sangrenta.
O regente atual é o Rei Baird II, um homem
grande e barulhento como um urso, de quem se diz ter vivido uma juventude de
excessos e devassidão, e mantido a amizade de muitos criminosos e assassinos. O
Rei Baird era o terceiro na linha de sucessão, e recebeu a coroa após as
infelizes mortes de seus irmãos mais velhos. Os boatos dizem que o Rei Baird viaja
em segredo a Cinco Dedos, e que sua verdadeira corte está lá ao invés de na
capital Merin.
Llael
Um reino com poucos recursos naturais, Llael
consegue se manter explorando sua proximidade à rota comercial do Rio Negro,
servindo como intermediária entre Rhul e Cygnar. O reino tem apenas uma
verdadeira bênção — amplos depósitos de carvão, sem os quais sua economia
estaria realmente aleijada. A maior cidade carvoeira no território é Leryn, a
pouco menos de uma légua de onde o Rio Negro cruza para Rhul. Devido à
importância do comércio com os anões, Cygnar se aliou oficialmente com Llael e
impediu que este pequeno reino fosse engolido em guerras de fronteira com
Khador.
Apesar de ofuscado por seus vizinhos, Llael é
um reino orgulhoso com uma história rica, incluindo seu papel crucial na
rebelião contra Orgoth. Magos e alquimistas de Llael trabalharam com os de
Cygnar para inventar as primeiras armas de fogo. Pistolas são muito populares
em Llael, e muitas são heranças passadas de pai para filho e conservadas com
amor. Duelos com pistolas são um meio popular de resolver disputas em Llael e,
dizem os boatos, uma das principais causas de morte entre os nobres.
O rei de Llael é o chefe de estado apenas em
título, e é o seu Conselho de Nobres na capital Merywyn que rege a operação
diária do governo. Llael tem um sistema de governo tortuosamente complexo, que
faz o Debate anão parecer um exemplo de eficiência. Atualmente, Llael na
verdade não tem um regente; quando o último rei se foi, a linha de ascensão
estava um pouco confusa, e o problema está retido nas cortes há oito anos.
Neste ínterim, o Conselho de Nobres apontou um Primeiro Ministro (Lorde Devar
Glabryn IX), mas parece que esta é uma posição mais permanente a cada dia.
Protetorado de Menoth
O Protetorado é o mais novo dos Reinos de
Ferro. Ele nasceu de uma cisão religiosa dentro de Cygnar há apenas um século,
na qual seguidores do deus ancestral Menoth começaram a contestar a religião do
estado, a Igreja de Morrow. Os seguidores de Menoth eram relativamente poucos,
mas sua fé e devoção não tinham rival. O grupo, fiel e barulhento, sentiu que a
Igreja, e o reino como um todo, estavam escorregando rumo à corrupção e
decadência. Eles alertaram sobre o preço da perversidade, e sobre o implacável
julgamento de Menoth, produzindo profecias e presságios para apoiar o que
afirmavam. O povo não deu muita importância às suas histórias alarmistas, e o
assunto não recebeu atenção oficial do Pontífice de Morrow. No final, isto foi
um erro grave — os seguidores de Menoth, cansados de serem ignorados, decidiram
agir.
Os descontentes cozinharam em fogo brando por
vários anos, enquanto formavam um exército secreto de devotos. O que outrora
fora um movimento bem-intencionado (embora equivocado) começou a adquirir as
características sinistras de um culto. O grupo extremista começou uma campanha
de sabotagem, designada para desestabilizar a Igreja do estado e fornecer
“evidências” de suas profecias de desastre. Sua campanha não foi um sucesso
completo, mas provocou hostilidades abertas envolvendo a Igreja de Morrow, os
seguidores de Menoth e o exército de Cygnar.
Quando a poeira baixou, os seguidores de Menoth
controlavam um fragmento da seção leste de Caspia. Após semanas de negociações,
os menotitas receberam Caspia oriental e a porção do reino a leste do Golfo de
Cygnar. Foi decidido que Cygnar oficialmente manteria o controle do território
leste, mas que os seguidores de Menoth seriam livres para estabelecer seu
próprio estado religioso. O arranjo persiste no papel até hoje, mas na prática
o Protetorado de Menoth é um reino separado, governado por uma teocracia
severa. Qualquer cidadão ou visitante que quebre as regras estritas de conduta
é punido com rigor, e o culto a Menoth permeia cada aspecto da vida. O líder
mortal do Protetorado é o Alto Investigador e Punho de Menoth, Sua Eminência o
Hierarca Garrick Voyle.
Khador
Este território rústico é um contraste agudo
com os reinos mais modernos de Cygnar e Llael. É uma terra grande e inóspita
com recursos esparsos, em grande parte povoada por uma gente dura e amarga.
Seus cidadãos são um povo simples, mas inteligentes, honrados e ferozmente
independentes. Sua governante, a Rainha Ayn Vanar XXI, vem de uma longa
linhagem de guerreiros, e pode seguir sua ascendência até os primeiros nobres
com terras que lutaram contra a invasão orgoth séculos atrás. Não é de
surpreender que Khador tenha uma forte tradição militarística. Todos treinam em
armas e táticas, praticamente desde que podem andar, e cada cidadão apto é
considerado um reservista. Até mesmo a própria rainha irá ao campo de batalha,
lutando ombro a ombro com seus soldados. A despeito de sua reputação por se
apegar aos costumes antigos, Khador tem tomado medidas para modernizar-se e
fortalecer-se. A magia ainda é incomum entre os khadoranos, mas seu poder
arcano tem crescido nas últimas décadas, enquanto eles implementam sua própria
ordem de magia, além de encorajar engenheiros a prosperar na capital.
No passado, Khador teve objetivos agressivos e
expansionistas. Os últimos séculos viram pequenos conflitos com seus vizinhos,
e os ancestrais da Rainha Vanar até mesmo anexaram terras ricas em recursos de
Llael e Ord, sob a justificativa de que estes territórios eram seus por
direito, de acordo com os Tratados de Corvis. Khador pode parecer muito
interessado em comércio hoje em dia para amealhar mais território, mas Llael e
Ord ainda não estão ansiosos para tentar tomar de volta as terras que perderam
— a despeito de sua pouca habilidade em magia e tecnologia, os guerreiros khadoranos
não conhecem iguais, e qualquer ação militar contra eles com certeza será cara.
Khador tem uma antiga rivalidade com Cygnar
como os dois reinos dominantes. Periodicamente há conflitos sangrentos entre as
duas nações, em particular ao longo da fronteira que dividem. Além disso, há
batalhas travadas por intermediários, como mercenários contratados, embora
ambos os governos neguem a responsabilidade por estas hostilidades. As tensões
continuam a se acumular, e um conflito armado significativo entre o Rei Leto e
a Rainha Vanar parece inevitável. Tal guerra poderia afundar a região toda de
volta ao caos e às lutas.