1.0 A INVASÃO ORGOTH
Quando as coisas pareciam mais sombrias, quando
parecia que a civilização humana do continente estava fadada a uma eternidade
de conflito, o primeiro navio orgoth chegou à praia próxima ao que agora é a
cidade de Caspia.
Os exploradores orgoth representavam uma
sociedade militarista proveniente de algum lugar além do Golfo de Cygnar. Eram
humanos, mas selvagens, frios e com muitos costumes sombrios e insalubres.
Vendo uma oportunidade de conquista, imediatamente iniciaram uma invasão. Os
cidadãos das Mil Cidades foram tomados de surpresa, mas lutaram com valentia...
E sem resultado algum. A terra por fim caiu sob o controle de Orgoth, embora
tenha havido dois séculos de resistência sangrenta antes que as Mil Cidades
fossem completamente subjugadas.
O Império Orgoth ocupou a terra por seiscentos
anos. Durante este tempo, os invasores consideraram assimilar os elfos e anões,
mas o preço por atacar estas poderosas nações foi considerado alto demais. Os
xenófobos e imprevisíveis elfos foram deixados em paz, os anões de Rhul se
tornaram parceiros ocasionais de comércio, e nada mais.
A dominação orgoth foi tranqüila por quatro
séculos. Inevitavelmente, uma rebelião começou a se formar, e outros dois
séculos de conflitos espalhados começaram. O Império Orgoth foi por fim
derrotado e expulso para o outro lado do oceano, mas durante sua retirada
tiveram o cuidado de destruir quase todos os seus registros, artefatos e
estruturas — até hoje, os historiadores sabem muito pouco sobre eles, apesar
dos séculos de ocupação. Os orgoth também salgaram campos, envenenaram poços e
incendiaram cidades. O Flagelo foi seu ato final de barbarismo.
Há muitas lendas estranhas sobre os últimos
dias da rebelião — histórias de aliados sombrios e misteriosos que ajudaram a
expulsar os invasores. Alguns dizem que seria impossível derrotar os orgoth sem
ajuda, e que os líderes rebeldes tiveram de fazer acordos com poderes
infernais. Se isto for verdade, os Reinos de Ferro ainda têm uma dívida a
pagar. Considerando os parcos registros históricos deste período, ninguém
conseguiu provar qualquer coisa. Apenas o tempo dirá se as lendas têm um fundo
de verdade.
2.0 O NASCIMENTO DOS
REINOS DE FERRO
Com a saída dos orgoth, oportunistas tentaram
tirar vantagem da situação, e pequenos conflitos começaram a eclodir, como na
era das Mil Cidades. Mas os líderes da rebelião tinham outros planos, e se
encontraram em Corvis. Apesar de ter sido carbonizada durante o Flagelo, por
sua posição central e de fácil acesso a cidade era o melhor ponto para uma
reunião. Dentro das frias câmaras de mármore da Prefeitura de Corvis, os
líderes rebeldes formaram o Conselho dos Dez. Semanas de debates furiosos se
seguiram, mas quando tudo acabou os famosos Tratados de Corvis haviam sido
firmados, e os Reinos de Ferro nasceram.
Falando estritamente, o termo “Reinos de Ferro”
se refere às terras dos humanos; os reinos que assinaram os Tratados de Corvis
após a rebelião contra Orgoth. Há cinco reinos oficias: Cygnar, Khador, Llael,
Ord e o Protetorado de Menoth. No norte gélido, próximo aos Picos de Vidro,
encontra-se o reino anão de Rhul. Ao nordeste jaz a misteriosa terra natal dos
elfos, Ios. Na prática, as terras vizinhas dos anões e dos elfos são muitas
vezes incluídas quando os humanos falam dos “Reinos de Ferro” (um fato que
irrita os elfos profundamente). O último reino informalmente incluído quando se
fala dos “Reinos de Ferro” é a hostil nação insular de Cryx, governada pelo
dragão Toruk. Todas estas nações — e outras ainda não descobertas — dividem o
continente de Immoren.
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